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Secretário de Saúde de Goiás diz que protocolo de imunização 'não muda' após fala de Bolsonaro

Atualizado: 3 de nov. de 2020

Ismael Alexandrino afirma que 'há uma questão de interpretação' sobre o que disse o presidente, pois parte do imunizante será produzido no Brasil, apesar de parceria com empresa do país asiático. Presidente declinou de aquisição um dia após Ministério da Saúde anunciar compra.


Caiado mostra vacina em reunião com o Ministério da Saúde em Brasília — Foto: Reprodução/Instagram

O secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, disse nesta quarta-feira (21) que a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não comprar vacinas produzidas pela China "não muda em nada" os planos de iniciar a imunização em janeiro do ano que vem. Ele afirmou ainda que "há uma questão de interpretação" na fala do presidente, uma vez que parte do imunizante, embora produzido em uma parceria com a empresa chinesa Sinovac, será feita no Instituto Butantan, em São Paulo.

Na manhã desta quarta-feira (21), ao responder um seguidor nas redes sociais, Bolsonaro disse: "Não compraremos a vacina da China". A postagem foi feita um dia depois de o Ministério da Saúde anunciar que iria comprar 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, produzida pela Sinovac e Butantan. O investimento calculado era de R$ 2,6 bilhões. Logo após o anúncio do Ministério da Saúde, na terça-feira (20), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), anunciou que a vacina seria distribuída no estado a partir de janeiro de 2021 e de forma gratuita. Alegou ainda que "cada frasco vai dar para imunizar e vacinar 10 pessoas". Vacina chinesa CoronaVac é centro de polêmica envolvendo Bolsonaro — Foto: Marília Rastelli/EPTV Para Ismael Alexandrino, a fala do presidente não deve influenciar nos protocolos de vacinação anunciados durante a reunião com o Ministério da Saúde. "Acredito que não muda nada por dois motivos. Primeiro porque ontem foram apresentadas diversas vacinas, inclusive a da AstraZeneca, a do consórcio chamado Covax Facilite, que são nove marcas que estão sendo estudadas", afirmou. "E também pelo fato de que ele disse que não vai comprar vacina da China. A do Instituto Butantan será produzida no Brasil. Então acho que há uma questão de interpretação. Tudo indica que o presidente não quer prejudicar ninguém, porque foi sinalizado que, uma vez aprovado pela OMS em todos os testes e reconhecida pela Anvisa, será disponibilizado à população", completou. O secretário de Saúde afirmou ainda que é preciso "aguardar sem fazer pré-julgamentos" a posição de Bolsonaro: "A gente precisa ter serenidade e equilíbrio". Caiado mostra vacina em reunião com o Ministério da Saúde em Brasília — Foto: Reprodução/Instagram Cronograma Seguindo o raciocínio de que não haverá problema no programa de imunização, Alexandrino informou que a previsão para o começo da vacinação é para janeiro do ano que vem. "A aquisição será feita de forma centralizada pelo ministério, seguindo a tendência de todas as vacinas, seguindo o cronograma do que a gente chama de PNI, que é o Programa Nacional de Imunização. Nenhum estado será privilegiado ou preterido nessa distribuição. À medida que as vacinas forem chegando, o ministério vai distribuindo, e os estados vão executando", destacou. Ele destacou ainda que os primeiros a serem imunizados devem ser os profissionais de saúde e que o programa deve atender os mesmos critérios dos grupos de risco de outras vacinas. "A sinalização do ministério é que os primeiros vão ser os profissionais de saúde, que estão no front, expostos o tempo todo. Depois seguiremos critérios que serão definidos agora em novembro, dos secretários de estado junto com o ministério, mas provavelmente a tendência é que siga os critérios dos grupos de risco: idosos, pacientes com doenças crônicas e aí nessa sequência. Tal qual se faz com outras vacinas. Mas todos, ao longo de 2021, serão vacinados", detalha. Por: Giro da Revista - do G1 Goiás.

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