ervidores da Universidade de Brasília entram em greve contra PEC 241
- Por: Carlos Peixoto

- 24 de out. de 2016
- 2 min de leitura
Coordenador do Sintfub afirma que o objetivo é mobilizar a categoria para buscar seus direitos; proposta altera as regras de financiamento na Educação

Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) paralisaram suas atividades a partir desta segunda-feira (24). A greve, aprovada em assembleia na última quinta-feira (20), é contra o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos. Os servidores devem realizar também uma manifestação contra a proposta ainda nesta segunda, em frente ao Museu da República.
A PEC 241, que será votada esta semana, pretende ajustar as contas da União e, para isso, determina um limite de gastos públicos por 20 anos, alterando as regras de financiamento da Saúde e da Educação. A medida prevê ainda um limite de despesas anual aos Três Poderes, Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), a proposta fere os direitos dos trabalhadores e ameaça os direitos sociais. Para Educação e Saúde, a regra começa a valer em 2018, usando o parâmetro de 2017. A mudança foi incluída no relatório feito pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), relator da proposta na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.
Mobilização da categoria
Para o coordenador do Sintfub Mauro Mendes o movimento de greve foi construído e é resultado da luta organizada dos trabalhadores e do Sintfub. “Já estivemos em várias plenárias trabalhando a proposta do indicativo de greve com os servidores. Vale ressaltar que essa greve é contra essa medida desastrosa do governo”, disse.
Mendes afirma ainda que o objetivo é mobilizar a categoria para buscar seus direitos. ”Não adianta só votar a greve e ficarem em seus departamentos, o momento de lutar é esse, não dá para ficar esperando os ataques implementados pelo governo”, ressaltou.
Mendes completa dizendo que “a discussão envolve a reforma da previdência e dos direitos trabalhistas, e vai atingir todos os servidores públicos e todos setores produtivos do nosso país”.
Para o coordenador geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), Rogério Marzola, a proposta reduzirá as verbas da saúde e da educação.
“A PEC 241, arrebenta com os servidores públicos e a sociedade. A proposta é que em 20 anos todas as verbas da saúde, educação e saneamento básico só cresçam de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), isso na prática significa uma redução nos valores do Produto Interno Bruto (PIB), que estão sendo gastos com a saúde e educação que já são precários”, disse.
Ainda nesta segunda-feira, os estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocuparam um dos centros acadêmicos da instituição e bloquearam uma rodovia federal em protesto contra a PEC 241. O ato político chegou a entrar nos assuntos mais comentados do Twitter, durante a manhã.



























