“É presepada”, diz líder do governo sobre abertura de processo de impeachment
- Por: Carlos Peixoto

- 3 de dez. de 2015
- 2 min de leitura
José Guimarães diz confiar na base na Câmara para barrar impedimento da presidente Dilma: “Todos estão solidários”

Líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE) construiu argumentos em duas frentes ao falar sobre o pedido de impeachment aceito por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra a presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (2).
Usou a aprovação da nova meta fiscal para demonstrar que o governo tem condições de enfrentar um processo de votação de impedimento no Plenário e para argumentar que a aprovação do mesmo anularia o objeto da ação na qual o pedido se embasa. Ele classificou como “presepada” a ação de Cunha em aceitar o pedido de impeachment.
“Fiz agora uma reunião com líderes da base e todo mundo está solidário com a presidenta Dilma. Essa mulher tem história, tem legado. (O pedido de impeachment é uma) invenção criada pela oposição, que semana passada jogava pedra no presidente da Câmara e hoje recorre a ele para fazer essa presepada”, criticou Guimarães.
No tom, o líder do governo também quis passar a mensagem de que o governo se livrou da chantagem de Cunha. “Sinto como se tivesse tirado uma espada das minhas costas. É hora também de a onça beber água. O governo deu demonstração de força hoje [aprovação da nova meta fiscal no Plenário do Congresso Nacional] e vamos discutir com muita naturalidade a composição da comissão [responsável por apreciar o pedido de Impeachment]. O momento é: estamos juntos com a presidenta Dilma para o que der e vier."
Também na votação da nova meta fiscal, o líder do governo na Câmara buscou desconstruir o argumento para o pedido de impedimento, sobre o qual Cunha citou a violação de dois artigos da lei que tratam sobre crimes contra a lei orçamentária.
“Esta votação [aprovação da nova meta fiscal] é um duro golpe na oposição. Até porque o objeto que eles argumentam para pedir o impeachment da presidente é exatamente o que hoje ratificamos como sendo correto, demonstrando que as chamadas pedaladas, essa invenção midiática que foi criada, hoje o Congresso disse que o ajuste foi necessário, está correto e, portanto, está dentro da legalidade democrática”, disse o líder do governo.
Guimarães ainda reforçou a fala de Dilma e disse que o sentimento do governo é de indgnação com o ato de Cunha: “Não há fato determinado nenhum a não ser mera disputa política da oposição que não aceitou um mandato eleito democraticamente da presidenta e, portanto, temos de encarar isso com a mais absoluta naturalidade. E todo mundo sabe as razões que levaram a essa decisão. O governo preferiu não ceder [à chantagem de Cunha]”.



























